ESTUDO DOS OPOSTOS

Todo o oposto representa um extremo? E o que fazer com esta informação?
O raciocínio ocidental tem o costume de olhar os opostos de forma simples: claro versus escuro, quente versus frio, masculino versus feminino e assim por diante.
Mas, os orientais têm uma forma diferente de olhar e lidar com esses opostos. Além de considerá-los como extremos, utilizando-os como excelentes pontos de referência, têm a compreensão de que opostos são complementares.
O oposto do preto é o branco neve ou o branco gelo? Algo pode ter mais do que um único oposto? Não seria mais correto falarmos simplesmente que o branco é mais claro do que o preto e que está completando a imagem desta página que você lê agora?
Antigos sábios orientais estudaram esta realidade e perceberam que há extremos, mas também uma gama de intermediários. Refletiram sobre os extremos e intermediários utilizando-os como pontos de referência e concluíram que a existência deles influenciam nosso cotidiano.
Perceberam que a natureza adapta-se a estas variações e concluíram que os homens deveriam saber fazer o mesmo, ou seja, agir de forma apropriada ao momento que se está vivenciando.
O estudo do I Ching é feito para aprender (ou lembrar de) como agir da forma correta diante de cada situação (Filosofia do Meio ou Caminho do Meio), assim como a Natureza.
O problema não é agir de uma forma extrema se a situação assim o exigir. O que devemos evitar é agir de uma única forma frente a situações diferentes. Agir de uma única forma mostra uma pessoa apegada ou com pouca sabedoria (ou ambos!).
O I Ching é um guia para mostrar o Caminho do Meio. Como esperado, ele utiliza os extremos e os intermediários para este objetivo.
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