HISTÓRIA DO NOSSO PROJETO

HISTÓRIA DESTE PROJETO

Quando me deparei com o I Ching, percebi que a compreensão da escritura  não se daria de forma simples. Consultava o livro, através de perguntas para mim ou para conhecidos e notava que os envolvidos – eu inclusive – não estavam compreendendo o significado dos textos, ou ficavam tendenciosos na interpretação das respostas. Assim,  comecei a aprofundar meus estudos. Perseverança foi  fundamental ao processo.

Como eu não encontrei uma escola que me orientasse, a forma que escolhi para estudar os hexagramas (as 64 situações arquetípicas trabalhadas no I Ching, no formato de capítulos do livro) foi lê-los aleatoriamente, intercalando com perguntas relacionadas ao meu cotidiano.

A vantagem de ter lido os textos aleatoriamente foi de poder  estudá-los de forma isenta e despretensiosa. Já, a vantagem de ter lido os textos através de uma consulta foi ter uma situação de referência, que me servisse de exemplo real para estudar os resultados obtidos (embora estivesse emocionalmente envolvido na situação).

Como já mencionei em diversas postagens, o que sempre me impressionou foi a sincronicidade. No início, as chamava de “coincidências” – a exclamação era frequente: “Nossa, que coincidência a resposta ter um sentido com a pergunta!”.

Foram várias as confirmações da sincronicidade: quando alguém fazia uma pergunta e, não satisfeito com a resposta que obteve,  perguntava novamente. À nova consulta recebia o hexagrama 4 – Imaturidade, que em seu Julgamento diz:

A INSENSATEZ JUVENIL tem sucesso.
Não sou eu quem procura o jovem insensato, é o jovem insensato quem me procura.
À primeira consulta eu respondo.
Se ele pergunta duas ou três vezes, torna-se importuno.
Ao que se torna importuno não dou nenhuma informação.
A perseverança é favorável.*

Outro exemplo era quando vinha um adolescente fazer uma pergunta sobre seus pais e obtinha como resposta o Hexagrama 37 – A Família, que no Comentário Sobre a Decisão diz:

A posição correta para a mulher é no interior, a posição correta para o homem é no exterior.
O conceito supremo em toda a natureza é que o homem e a mulher ocupem seus lugares corretos.
Entre os membros da família há uma rigorosa autoridade: a dos pais.
Quando o pai é realmente um pai e o filho um filho, quando o irmão mais velho preenche sua função como irmão mais velho e o mais moço, a que lhe é própria, quando o esposo é realmente um esposo e a esposa, uma esposa, a casa está no caminho correto.
Quando a casa está em ordem o mundo se estabelece num rumo firme. *

ou o Hexagrama 18, que abaixo exemplificarei com somente uma de suas linhas, pois várias delas, neste hexagrama, abordam o assunto de pais e família:

Seis na quinta posição significa: Corrigindo o que foi deteriorado pelo pai. Encontram-se elogios.*

Ainda tive a experiência da compreensão do hexagrama 56 – O Viajante.

No início eu interpretava este hexagrama relacionando-o a uma viagem, ainda mais quando a pergunta se relacionava literalmente a uma viagem.

Um dia, estudando este hexagrama de forma aleatória, prestei mais atenção em seu texto e percebi que ele falava das atitudes possíveis que uma pessoa deslocada do seu grupo (família, amigos, clube, torcida de futebol ou qualquer outro esporte, religião, nacionalidade e etc) podia ter, criando assim, o sentimento de um viajante solitário.

Na tradução deste hexagrama no livro do Richard Wilhelm podemos substituir a palavra viajante pela expressão “uma pessoa deslocada”:

“… Por isso, os dois trigramas não ficam juntos. Terras estranhas e separação, eis o destino do viajante.”

e no julgamento:

“O VIAJANTE. Sucesso através do que é pequeno. A perseverança traz boa fortuna ao viajante.”

e nas linhas:

“Seis na primeira posição significa: Se o viajante se ocupa de coisas banais, atrai sobre si a desgraça.” 

“Nove na sexta posição significa: O ninho do pássaro é incendiado. Primeiro o viajante ri, mas depois há de lamentar-se e chorar. Por um descuido perde sua vaca. Infortúnio!”

Enfim, o meu fortuito interesse pelo I Ching, minha perseverança misturada com a surpresa singular das coincidências, a compreensão paulatina dos textos e a vontade de compartilhar o conhecimento adquirido, geraram a ideia deste projeto.

Após iniciar os textos do projeto,  de forma complementar, pensamos em um novo formato de apresentação das ideias. A complexidade poderia gerar resistência àquelas pessoas que não estavam habituadas aos textos mais densos de uma escritura. E para que pudéssemos divulgar estes ensinamentos, iniciamos os trabalhos em um novo segmento que chamamos de Hexagramas Sem Mitos (que estão sendo expostos nas redes sociais), através de uma forma mais leve de exposição, com suporte de imagens contextualizadas e linguagem mais simplificada.

Assim, temos hoje nosso projeto sendo divulgado neste  website e nas redes sociais (Facebook e Instagram).

Teremos em breve novas áreas no website que trarão mais novidades!

* Tradução do livro I Ching O Livro das Mutações do Richard Wilhelm.

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